quinta-feira, 16 de março de 2017

CONCURSEIRO PENSANDO GRANDE

"Não há sentido para não pensar a longo prazo, salvo se você estiver morrendo.” Só recentemente ouvi essa frase, de autoria de um grande empreendedor americano chamado Gary Vaynerchuk. Apesar de tê-la achado um pouco exagerada – bem de acordo com o estilo do empresário, diga-se de passagem –, o conteúdo me chamou a atenção para o contexto dos concursos públicos.
 
Explico. Nós, brasileiros, em particular, somos bastante imediatistas. Queremos alcançar os nossos objetivos, concretizar os nossos sonhos e realizar os nossos projetos sempre em curtíssimo prazo. O mesmo se aplica ao concurseiro, que, salvo raras exceções, quer ser aprovado o quanto antes, a despeito do nível da concorrência e do grau de dificuldade do concurso que escolheu. Infelizmente, porém, na grande maioria das vezes a aprovação em concurso público requer um esforço de médio a longo prazo. E olhe que eu nem consideraria esse prazo muito longo, se comparado ao que demandam outras empreitadas e outros projetos significativos da vida. Já falamos sobre isso em artigos anteriores, mas vamos retomar o assunto e desenvolvê-lo com outros argumentos e mais algumas ideias.
 
Para começar, registre aí: é no longo prazo que desenhamos o nosso destino. Veja o caso dos empreendedores, por exemplo. Eles dificilmente conseguem firmar um produto ou uma marca em poucos meses. Na realidade, como já ouvi de alguns deles, muitas vezes são anos “vendendo o almoço para pagar o jantar”. É preciso ter perseverança, persistência… paciência de Jó. Há que abrir mão do convívio com a família e com os amigos; há que deixar de namorar, de viajar, de tirar férias. No mais das vezes, há mesmo é que aumentar a rotina de trabalho, chegando a 17, 18 horas por dia de muita tensão, que, aliás, precisa ser controlada para que o empresário resolva incontáveis problemas, conflitos e obstáculos que todos os dias tentam paralisá-lo ou até fazê-lo retroceder. Mas esse é o processo do sucesso, o preço a ser pago pela profissão que se abraçou.
 
Mesmo os empreendedores que optam por montar franquias precisam aguardar anos para terem retorno financeiro. E olhe que um franqueado precisa apenas copiar fielmente o projeto da empresa franqueada, que já foi amplamente testado, tendo reconhecidamente dado certo. Deve apenas fazer o aporte, dedicar-se profundamente e aguardar o tempo necessário para que o negócio comece a lhe retornar o investimento e, enfim, liberá-lo para o lazer, para a família, para as viagens, para algum descanso. Veja que nada é fácil, mesmo quando se aproveita o que já está pronto.
 
Não é diferente com os atletas. O argentino Lionel Messi, por exemplo, é um dos melhores atacantes em atividade do futebol mundial, dono de uma das maiores galerias de títulos do esporte. É inegavelmente um talento, um cara diferenciado pelas habilidades excepcionais que tem. Messi começou a treinar com rigor a partir dos 6 anos de idade, mas somente aos 17 se tornou o craque do Barcelona e principal responsável pelos títulos do time catalão. Quem conhece a história do jogador sabe que ele tinha tudo para dar errado devido a problemas hormonais que retardavam o desenvolvimento ósseo e, consequentemente, o seu crescimento. Em situações como a dele, sem desconsiderar a força do destino e a ajuda dos anjos, entram em ação o papel da família e o intenso trabalho que é preciso desenvolver para conquistar bons contratos e se destacar nesse mundo tão competitivo.
 
Os atletas olímpicos treinam no mínimo quatro anos para chegar às competições em condições de disputar as medalhas. São anos de muita privação, de sacrifícios, de lesões, de dor, de choro, de solidão. Atletas de alta performance se dedicam integralmente ao projeto de subir ao pódio e de conquistar o maior número de medalhas possível. Entretanto, não importam o elevado nível das orientações que recebem dos treinadores, nem os cuidados de que se cercam em relação à alimentação, nem, tampouco, toda a disciplina que desenvolvem para se manter firmes nos treinos: eles podem alcançar os resultados esperados ou não.
 
Desses heróis são exigidos talentos extraordinários, uma rigorosa rotina de treinos e muitos, muitos sacrifícios. E eles se submetem a tudo isso cientes de que o farão por muito tempo. Michael Phelps que o diga. O maior atleta olímpico de todos os tempos nunca perdeu um treino entre os 12 e os 18 anos. Note que o projeto dele de preparação de longo prazo beirava a obsessão, e é por isso que ele mostra aquele resultado incrível nas piscinas de todo o mundo.
 
Ora, se para todos esses seres humanos a recompensa só vem depois de muita preparação, por que com os concurseiros essa regra seria diferente? Precisamos entender que é no longo prazo que ganhamos robustez, moldamos a nossa vida e firmamos as nossas raízes no chão. Tudo para sustentar o sucesso que um dia conquistaremos e que será capaz de sobreviver a qualquer tempestade ou turbulência.
 
Hoje, a expectativa de vida é muito maior do que era 50 anos atrás. A média de longevidade, no Brasil, já está se aproximando dos 80 anos e deve aumentar ainda mais com os avanços da medicina. É possível viver uma vida plena mesmo na idade avançada, algo que há algumas décadas era impensável. Trabalhar, empreender e estudar com essa visão de longo prazo faz ainda mais sentido se considerarmos que o ser humano simplesmente vai viver muito mais, de modo que terá muito mais tempo para aproveitar o seu período na terra.
 
Então, tenha paciência, concurseiro. Sei que o caminho até a aprovação não é fácil, que em alguns momentos você pensará em desistir. Quando isso acontecer, será hora de se lembrar por que você iniciou esse projeto de mudança de vida. Para isso, sempre recomendo a tática da mentalização do sucesso. Mentalizar os seus sonhos sendo concretizados constantemente funciona como combustível para seguir adiante. Imagine como será a sua vida quando você já estiver exercendo a sua vocação como autoridade pública, podendo contar com um contracheque justo todos os meses, além de estabilidade e de melhores condições de vida para você e a sua família.
 
Bob Bowman, eterno técnico de Michael Phelps, costuma incentivar o atleta a visualizar na mente um filme de suas competições. Nas imagens projetadas, ele deve nadar do jeito que precisa para vencer. É orientado, ainda, a até mesmo sentir o cheiro do cloro da piscina. Essa projeção serve de gatilho para as horas de treinos exaustivos do nadador. Podemos adaptar tal ideia ao nosso contexto do concurso público. A técnica pode ajudar você, candidato, a estudar durante o tempo que for necessário, não importa o quão exaustivo seja, para a aprovação em um concurso de alto nível. 
 
 
“Acredite no melhor… Tenha um objetivo para o melhor, nunca fique satisfeito com menos que o teu melhor, e no longo prazo as coisas correrão pelo melhor.” (Henry Ford)
 
 
Gabriel Granjeiro
FONTE: FOLHA DIRIGIDA

segunda-feira, 13 de março de 2017

AS SÉRIES DA CW ESTÃO CADA VEZ MAIS HORRÍVEIS DE ASSISTIR!

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Ultimamente tem sido um verdadeiro exercício de força de vontade acompanha as séries baseadas em HQ da Warner Channel. Histórias bobas, economia em efeitos, personagens raros e mal interpretados e tramas que nem vão nem vem.Confesso que já larguei Arrow que a cada temporada se torna uma vergonha alhei, o mesmo já fiz com Supernatural desde da quinta temporada onde o povo prendia o diabo, soltava o diabo. Prendia de novo , depois soltava fora que todos são imortais pois morriam no fim da temporada e na outra voltava. Uma bagunça completa.
The Flash segue o mesmo rumo com vilões velocistas e um Barry desastrado que toda vez que volta no tempo piora tudo. Lendas do amanhã é o pior caso. Átomo é uma visão sem dinheiro do personagem da HQ que nunca encolhe nos episódios, Nuclear é outro caso limitado pela vrba do programa. As situações dão voltas intermináveis que são coroadas com um time dos piores vilões de cada série da CW.
Essa pra mim é a última temporada que vejo de Lendas e The Flash darei mais um ano de crédito se não largo no hiato.   

AMBIENTES TÓXICOS : PALAVRAS DESESTIMULADORAS NO AMBIENTE DE TRABALHO

No Filme Homem Aranha de Sam Raimi conhecemos o chefe de Peter Park . Um homem arrogante que motiva seus funcionários através de palavras depreciativas e gritos. Por toda parte do Globo pessoas lideram outras como tangendo uma grande boiada com gritos, xingamentos e alfinetadas. Some a isso intensões maldosas, olhares dissimulares, fofocas e pessoas que se sustentam daquela empresa mas trabalham contra ela. Tudo isso é uma combinação de stresse para o gestor e um ambiente doentio para os funcionários.
A Biblia alerta sobre a tragedia do uso indiscriminado da língua: 
"Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim!
Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?
Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.
Tiago 3:9-12

Uma das piores maneiras de se motiva uma equipe é com gritos ou palavras fortes. Além de gera um ambiente doente, gera revolta e insatisfação no lugar de trabalho. Além do forte indicio de assedio moral , ambiente assim são uma porta de entrada para improdutividade e revolta.Quando um local profissional chega a esse ponto quase sempre não resta outra alternativa que a saída. Locais de trabalho são centros de produção que necessitam de resultados. Gary Chapman elenca quatro estrategias em seu livro base dessa série de artigos:
1- Tenha seu próprio plano
Não permite que a pessoa que lhe está pressionando determine sua reação indo a instiga de lhe fazer chorar. Não acrescente mais veneno à situação.
2-Ajude os feridos
Estenda a mão a outros que foram xingados aconselhe-os de forma madura.
3-Apague a fogueira
Responda os gritos com atitudes de gratidão e não espalhe disavensas contra seu chefe ou colega. Lembre-se se você precisa desse emprego terá que aprender a ser resiliente ou buscar outro já.
4-Aumente a rotação do motor.
Quando o ambiente de trabalho parece ser contra você lembre-se é só uma fase. Mas não esqueça nenhum valor monetário paga sua saúde emocional. Tente combate as críticas com foco e bom trabalho.
Combata a fofoca com bom exemplo e um trabalho de excelência. Mesmo diante do grito ou de um sonoro "Incopetente" converse com seu lider sobre esse momento negativo. Ore pelo seu trabalho.
Yndrews Filliph

sexta-feira, 10 de março de 2017

NOVA SÉRIE DE ARTIGOS SOBRE AMBIENTES DE TRABALHO SEGUNDO A COSMOVISÃO CRISTÃ

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A parti dessa semana lançaremos uma série de oito pequenos artigos sobre o tema : “Trabalhando em ambiente profissionais que te  faz mal”.  Não abordaremos temas de ergonomia aqui serão tratados em 8 semanas temas como: Chefes tóxicos, ambientes desestimuladores, trabalhos tóxicos claro tudo baseado na cosmovisão cristã. Esses pequenos artigos são frutos de uma pesquisa própria usando como base o renomado livro “Não aguento meu emprego: Como viver bem num ambiente de trabalho que faz mal” de Paul White/Gary Chapman e Harold Myra (Editora Mundo Cristão) além de testemunhos de amigos e jovens que aconselhei somados a   quase 17 anos de vida profissional.

DIA DA MULHER! MERCADO DE TRABALHO


SERÁ QUE PASSA O PROJETO DE TERCERIZAÇÃO?

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Para vários advogados, o Projeto de Lei 4.302/98, que regulamenta a terceirização no país (incluindo o serviço público), é inconstitucional e será questionado pelo Supremo Tribunal Federal  (STF) caso seja aprovado no Congresso. O anúncio feito recentemente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), de que, em sintonia com as pretensões de reforma trabalhistas do governo federal, pretende colocar em votação no Plenário da Casa ainda este mês o Projeto de Lei 4.302/98, que regulamenta a terceirização no país, acendeu um alerta no mundo dos concursos. 
 
Isso porque a proposta amplia a terceirização, liberando a modalidade inclusive nas chamadas atividades-fim, o que para alguns é visto como um risco à realização de concursos públicos. Muitos sindicalistas, advogados e concurseiros já demonstraram total repúdio ao projeto e prometem fazer pressão pelo seu arquivamento ou que a matéria se limite apenas à iniciativa privada.
 
 O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos, classificou com um equívoco, improvisação e oportunismo a intenção de votar a matéria. "Esse projeto foi abandonado no governo Fernando Henrique Cardoso, exatamente porque convencemos governo e Congresso da época, que não se pode tratar privatização dos setores público e privado como se fosse um mesmo ambiente", disse.

 Domingos afirmou que a CSPB está propondo a junção do PL 4302/98 - que, se aprovado, já segue para a sanção presidencial - com o Projeto de Lei da Câmara 30/15, que tramita no Senado Federal. "Esse foi discutido amplamente com todas as partes envolvidas. O principal aspecto desta junção é a retirada do setor público, como está no PLC 30, que seria regulamentado em projeto separado", explicou. Segundo ele, caso a negociação não prospere a entidade irá buscar os meios judiciais e, sobretudo, mobilizar os servidores contra a medida.

Entre outros argumentos contra a terceirização irrestrita no serviço público, o presidente da CSPB destacou que ela baixa a qualidade dos serviços, na medida em que não são prestados por profissionais especializados, selecionados por concurso; precariza o emprego, ao impor uma alta rotatividade, com o parâmetro exclusivo de diminuir os custos com pessoal.
 
Ele ainda questionou o argumento de menor custo para a administração. "Como é mais barato se um trabalhador terceirizado custa para o Estado até cinco vezes mais, apesar do trabalhador terceirizado ganhar menos que o contratado diretamente?". E completou: "Para onde vai essa diferença? As terceirizações são é mais confortável e segura porta de entrada da corrupção no setor público", disse.
 
Na avaliação do advogado da União Marcus Bittencourt, a proposta é inconstitucional, tendo em vista o que prevê o Aartigo 37 da Constituição Federal. "Viola o principio constitucional do concurso publico. A investidura em cargo ou emprego publico depende de prévia aprovação em concurso", afirmou.

Especialista aponta prejuízo ao mérito
 
O jurista acredita ainda que outros princípios também serão violados, como os da impessoalidade, moralidade e eficiência. "Não haverá mais o sistema de mérito que é o processo do concurso publico." Já o advogado Leandro Mello Frota, membro do Fórum Permanente de Direito Constitucional da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, acredita que o projeto será questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) e colocou em dúvida as reais motivações da proposta. "O problema do nosso parlamento é sempre utilizar uma lei em benefício próprio. Geralmente esses projetos são propostos com intenções ocultas", observou. Para ele, a sociedade vai ter a obrigação de fiscalizar. "Nenhuma lei pode ser criada para destruir o ordenamento jurídico vigente".
 
Outro especialista ouvido pela FOLHA DIRIGIDA, o advogado trabalhista Leandro Antunes avaliou que, caso o projeto seja aprovado, além de uma diminuição dos concursos, poderá levar a uma precarização das relações trabalhistas dentro da administração pública. Outra consequência vislumbrada pelo jurista é a possibilidade de muitas pessoas ingressarem no serviço público por intermédio de padrinhos políticos. "Em caso de aprovação, acho que a população cada vez mais vai ter que exercer sua vontade política para efetivamente mostrar que ninguém vai estar satisfeito com isso."
 
FOLHA DIRIGIDA não conseguiu falar com o relator do PL 4302/98, deputado Laércio Oliveria, até o fechamento desta edição. Segundo membros da equipe do deputado, no entanto, o texto do projeto é bastante enxuto, não prevendo situação específicas. Porém, no serviço público, a terceirização seria limitada, entre outros dispositivos legais, pela própria Constituição.
 
"Com certeza, o projeto é inconstitucional", diz procurador
 
Para o procurador do trabalho (licenciado) da 6ª Região (Pernambuco) e vice-presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Renato Saraiva, o Projeto de Lei nº4.302/1988, que permite a ampliação do trabalho terceirizado no Brasil, é inconstitucional, por se estender ao serviço público e não se limitar apenas à iniciativa privada.
 
Renato Saraiva lembra que a Constituição Federal, em seu Artigo 37, estabelece que o ingresso de pessoal no serviço público tem que ser feito exclusivamente por concurso, ainda mais em atividades-fim. Apesar de acreditar que os parlametares serão alertados quanto à inconstitucionalidade do projeto, ele garantiu que a Anpac ingressará com uma ação direta de inconsticionalidade (Adin) caso ele seja aprovado no Congresso Nacional. Veja entrevista:
 
Na sua opinião, o Projeto de Lei nº4.302/1998, que permite a terceirização em atividades-fim do serviço público, é inscontistucional?
Com certeza o projeto é inconstitucional, porque a Constituição determina, no Art. 37, que o acesso ao serviço público seja feito por concurso público. Ao admitir a terceirização, no âmbito da Administração Pública, a terceirização indicada é o fim do concurso público para a Administração Pública. Os prefeitos, governadores, por exemplo, poderiam não mais realizar concursos públicos.
 
Se for aprovado, poderemos dizer que seria uma aberração jurídica?
Seria. Inclusive, eu sou vice-presidente da Anpac e nós pretendemos, se for aprovado, o que eu acho difícil, ingressar com uma ação direta de inconsticionalidade (Adin) frente a este absurdo.
 
O senhor disse que acha difícil ser aprovado. Acredita que os parlamentares terão bom senso?
Eu acho que é difícil ser aprovado porque a pressão popular será muito grande, principalmente daqueles que confiam na regra do concurso público. Então, eu acho que os deputados serão alertados, quanto à inscontitucionalidade, e avisados que, caso aprovem, o Supremo derrubará a matéria e essa medida de terceirização ilimitada na administração pública será retirada. Não tem como prosperar, a não ser que fosse via emenda constitucional, o que não é o caso.
 
Quais seriam os prejuízos para o serviço público caso fosse aprovado?
A primeira consequência seria a perda da qualidade. Quando você terceiriza, terceiriza para qualquer um, e segundo que o apadrinhamento político será cada vez mais utilizado. Ou seja, o prefeito, governador, administrador público pode pedir votos oferecendo emprego, certamente sendo utilizado nas eleições como barganha. Sem falar que diretamente eles poderiam colocar a família, amigos, e pessoas que garantiriam sua manutenção no cargo. É um retrocesso muito grande e duvido muito que passe.
 
Mas, se for de fato aprovado, o senhor acredita que deveria ser, pelo menos, excluir a terceirização no serviço público?
Sem dúvidas. A parte de terceirização ilimitada no serviço público tem que ser retirada porque isso atenta contra a regra do concurso público. Se isso for aprovado, o Supremo declarará inconstitucional.
 
Quanto às relações de trabalho, como essas poderiam ser afetadas caso fosse aprovado esse projeto?
As relações de trabalho se afetam porque você não teria mais pessoas preparadas, competentes. Os concursos estão cada vez mais difíceis, então quando o candidato passa, podemos ter certeza que ele é qualificado, preparado, e com a terceirização você não tem essa garantia. E a população é quem sofrerá com isso.
 
Por: Anderson Borges - anderson.borges@folhadirigida.com.br
FONTE: FOLHA DIRIGIDA

ALGUMAS TÉCNICAS PARA O DOMÍNIO EMOCIONAL EM PROVAS DE CONCURSOS

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Estar em dia com os estudos, focar no conteúdo programático, se preparar intelectualmente para as provas que virão é um grande passo rumo a aprovação no concurso público. Mas, se todo esse processo não vier acompanhado de uma base emocional, a chance do candidato se perder entre seus medos e ansiedades é muito  maior do que a força de ser bem-sucedido na futura aprovação.
 
É o que acredita Luiza Ricotta, psicóloga e autora dos livros "Como Vencer Esse Desafio: preparação Emocional em Concursos Públicos" e "Vida em Ritmo de Concursos: Vivências e Emoções para Refletir e Seguir Rumo à Aprovação!". Para ela existem dois tipos de candidatos que prestam concurso público: os amadores e os profissionais. A diferença entre eles é o que vai determinar um caminho de sucesso e equilíbrio, ou frustração e até aprovação, mas sem maturidade emocional para desfrutar melhor as situações
Segundo Luiza, os amadores são justamente aqueles que atuam como estudantes e estão focados apenas em tirar boas notas nas avaliações. Já os profissionais, são os que buscam traçar um caminho não só de estudos, mas também de maior clareza emocional para se sair bem nas provas e no desempenho do futuro cargo desejado.Em seu artigo "Preparação Emocional em concursos públicos", Luiza salienta:
 
"O candidato melhor preparado é aquele equilibrado emocionalmente, tendendo a uma visão clara da realidade de forma a aumentar suas possibilidades nas oportunidades que souber trazer para si, sem desgastes desnecessários e incorporando o perfil para a função que almeja."
 
E você, que tipo de candidato é? Amador ou profissional? Se a resposta for a última, que tal aproveitar o momento para se preparar melhor emocionalmente? A psicóloga cognitivo-comportamental, Aline Cataldi, fez um vídeo com 5 práticas mais saudáveis que podem ser incorporadas no dia a dia. 
 
As dicas valem para qualquer etapa da vida de um concurseiro, desde vivenciar esse período de forma mais tranquila, até evitar ansiedade e o famoso 'branco' na hora da prova. Confira:
1. Respiração diafragmática: Esta respiração consiste em respirar pelo nariz lentamente e enquanto inspira a barriga vai estufando e na hora de soltar o ar lentamente, soltar o ar pela boca e ir encolhendo a barriga. O ideal é que na hora de soltar o ar (expiração) isto seja feito no dobro do tempo.Fazer diariamente de 5 a 10 minutos.
 
2. Meditação mindfulness (Meditação da atenção plena): Uma das ténicas dessa meditação é você parar e ficar no tempo presente, prestando atenção na sua respiração. Aqui você vai imaginar o seu corpo e tomar consciência de cada parte dele.
 
3. Prática de exercícios físicos e alimentação saudável: Temos alimentos que podem nos deixar mais ansiosos e outros que podem ajudar a diminuir a ansiedade. Maçã é boa aliada no combate a ansiedade e alimentos com cafeína devem ser evitados.
 
4. Aprender o modelo cognitivo: Saber que toda situação gera pensamentos, que geram sentimentos, comportamentos e reações fisiológicas. Se conseguimos modificar qualquer um desses fatores, nós consequentemente alteramos os outros. Eles estão interligados.
 
5. Aprender as distorções cognitivas: Saber e lembrar que quando estamos ansiosos apresentamos mais pensamentos catastróficos. Aumentamos o perigo/ameaça em nossas mentes e percebemos nossa capacidade de enfrentamento muito menor do que ela realmente é. 
 
Por: Luana de Moraes - luana.moraes@folhadirigida.com.br
FONTE: FOLHA DIRIGIDA